O texto é longo, mas muito motivador! Se você quer emagrecer de verdade, leia tudo, com o coração aberto!
Fui magra durante toda a adolescência. Magra, bem magra mesmo, tipo seca. E comia MUITO! Batia um pratão de arroz, feijão, batata, carne, salada, jogava uma farofa por cima de tudo e se não ficasse feio, ainda queria repetir. Aos 20 anos, me mantinha muito ativa: fazia balé todos os dias da semana e ainda me enfiava em umas aulas extras, por puro prazer.
Um dia, sofri uma distensão muscular que me impediu de continuar fazendo balé. A dor era intensa, e quem conhece dança clássica entende que qualquer movimento, por mais simples que seja, movimenta seu corpo inteiro e exige muito. Não teve jeito: tive que me afastar da atividade que eu mais gostava, e fiquei anos sem praticar nenhuma outra.
O óbvio aconteceu: quem gosta de comer e “não engorda”, continua comendo. E eu comia, não só meu pratão de sempre, mas também todos os docinhos deliciosos que sempre amei tanto! Nunca fui de comer muita porcaria, tipo balinhas e caramelos, biscoito processado tipo cheetos, fritura no meio da rua… Mas não resistia a uma coca-cola (minha paixão), chocolate (sou chocólatra assumida), bolo de qualquer jeito, uma passadinha em um fast food básico, pipoca de cinema bem amanteigada, enfim, tudo que é bem saudável.
E durante anos, me mantive impune à minha própria gula, comendo de tudo e não engordando nada. Os avisos de que eu deveria tomar cuidado, pois lá pelos 20 e poucos anos meu metabolismo iria desacelerar não me faziam nem cosquinha: eu me achava imune a engordar, juro! E tenho certeza que todo mundo que nunca teve problema de peso também já pensou igual a mim. O que eu não entendia é que tinha um corpo cheio de músculos, que continuavam gastando calorias para me manter de pé, e que, por isso, durante um tempinho, eu pude ser tão safada com minha alimentação.
Na época de escrever a monografia da faculdade, comecei a sentir dores insuportáveis nas costas, e tive que ir a um médico, que foi bem claro: “Você está com a musculatura das costas tão fraca, que não está suportando o esforço de ficar na frente do computador escrevendo e mexendo no mouse. Precisa fazer musculação, para poder parar de sentir dor”.
Meu horror a musculação me fez tomar os remédios para dor e ignorar o aviso do médico. Afinal, a monografia ia acabar rapidinho e eu não ia mais ter que me preocupar com aquilo. Dito e feito. Eu sentia dores intensas, mas esporádicas, só quando abusava do computador. E assim fiz, sem saber que as dores eram só o começo.
Mais um tempinho passou. Eu me transformei em uma “falsa magra”, daquelas que dizem que parece ser magra mas tem corpão, sabem? Meu quadril aumentou, “ganhei bunda”, como dizem quando nossas medidas aumentam, e estava bem contente, porque todo mundo dizia que eu estava melhor do que antes. O que eu mais ouvia era: “você era muito magra, assim está ótimo!”.
Mas cheguei ao fatídico dia em que aquela frase: “cuidado, depois dos 25 o metabolismo desacelera” me pegou de jeito. Demorou, mas o dia chegou. Aliás, ele costuma chegar quando você costuma tomar gosto por um chopinho na sexta-feira. Maldito dia. E estava tudo lá: coxas flácidas, bordinha de catupiry beeem recheada na barriga, aquele bracinho de polenteira que a gente tenta disfarçar nas fotos (mas não tem jeito), zero disposição pra subir um lance de escadas, pele sem viço e com umas espinhas, e tudo o que acompanha uma dieta gorda e nenhum exercício.
Há uns 3 meses, percebi que tinha roupas novas, ainda com etiqueta, não entravam em mim. Meu alerta vermelho apitou. Nunca fui de me pesar, minha balança sempre foram minhas roupas, e na conjuntura da época, minha balança estava quebrada!!! Dei um basta na situação: comprei logo 2 tênis bons para caminhada e me joguei nas caminhadas diárias.
Comecei numa segunda-feira, e fiquei à beira da exaustão com apenas 20 minutos, mas não desanimei. Na sexta-feira, já conseguia caminhar durante 1 hora. Quando sentia muita dor ou queimação nas pernas, lembrava de todas as cervejas, batatas fritas, queijos gordos, brownies e barras de chocolate que já tinha comido na vida e era tomada de uma força inacreditável, que me impulsionava a andar ainda mais rápido! Quase chorava de dor no início, mas sentia que precisava continuar, mais e mais. E assim fui.
Eliminei definitivamente da minha vida todos refrigerantes e sucos processados. Estou, oficialmente, há 3 meses sem tomar uma gota de refrigerantes ou sucos de caixinha (nem mesmo diet ou light, é NENHUM, pra valer). Comecei a fazer uma dieta por conta própria: eu sabia tudo o que eu não podia comer de jeito nenhum, e confesso que fui bem sucedida durante o primeiro mês. Mas comecei a me sentir fraca, principalmente porque a minha dieta envolvia um intervalo longo sem comer entre as refeições, o que é errado.
Há um mês, pedi pra uma amiga o telefone da irmã dela, nutricionista clínica e desportiva, Mariana Veiga. Fui sem medo de ser feliz, de peito aberto e pronta pra aceitar a dieta que fosse passada. Fiz uma avaliação, e chegamos a um percentual de gordura de cerca de 27%, e à constatação de que eu estava no limite de chegar ao sobrepeso, pelo IMC. Mariana me convenceu a entrar na academia usando um argumento muito simples: o tecido que mais consome energia no nosso corpo são os músculos. Logo, quanto mais músculos você tiver, mais energia seu corpo consome até parado. Simples assim. No dia seguinte, corri pra academia e me matriculei: ia fazer musculação + exercícios aeróbicos no final, tudo aliado à dieta maravilhosa que ela me passou.
Quem me acompanha no instagram (@blogmendigochic) viu que eu viajei nesse mês, que, coincidentemente, foi meu primeiro mês da dieta da Mariana! Fiquei com um pouquinho de medo de não dar certo, mas consegui optar por pratos relativamente saudáveis durante a viagem! Pra vocês terem uma ideia, em uma semana, só comi doce no dia 18, que foi meu aniversário (dividi uma fatia de brownie com sorvete), e no último dia, comi umas medialunas recheadinhas com geleia (ai, que delícia)! Tentei manter a rotina de malhação nos hotéis em que estive, não consegui em todos, mas sempre que podia, fazia pelo menos 40 minutos de esteira ou bicicleta: o importante era não desanimar. E eu estava super animada, afinal, voltei a caber em várias daquelas roupas mais apertadas!
Ontem voltei ao consultório da Mariana. Ao me pesar, a decepção: eu não tinha emagrecido nem um quilo! Como pode? Ao ver minha carinha de tristeza, ela me disse para ficar tranquila. Passamos à fita métrica e àquele negocinho de apertar as gorduras e tudo mudou: MENOS 5 CENTÍMETROS DE CULOTE. MENOS 4 NA CINTURA. Meu percentual de gordura: DE 27% PARA 23%!!! YES!!!!!!!!!!!!!!!
Digo para todo mundo como tenho me sentido melhor, com mais disposição, mais feliz, e com a certeza de que quando a gente quer muito uma coisa, a gente consegue. Dieta é pra quem quer MUITO. É difícil resistir às tentações no início, eu vivo enfiando o pé na jaca. Mas isso tudo faz parte de um processo MAIOR do que emagrecer, que é SER SAUDÁVEL. Esse é apenas o meu começo, e espero conseguir melhorar cada vez mais, e motivar vocês de alguma forma! ♥♥♥