Uma vez falei aqui no blog sobre padronização de looks, comportamentos, maquiagens… e sobre como eu tenho preguiça de tudo isso, e de quem não consegue sair da casinha e pensar diferente. Minha birra é com quem faz escolhas indo com a maioria, sem pensar, sem achar lindo, sem ser seduzido pelas possibilidades da moda: escolhe por escolher, porque todo mundo usa, não porque achou lindo, não porque se sente bem.
Vou começar esse post contando uma história pra vocês. Dia desses, fui no viaduto de Madureira pra conhecer o famoso “baile de charme” (pra quem não é do RJ, pensem no baile do Divino de Avenida Brasil, guardadas as devidas proporções). Nunca fui em nada parecido, e a dúvida do que vestir bateu rapidinho (solucionada em 5 minutos, hehehe). Comecei a pensar na roupa que ia, daí me liguei em 3 coisas: 1) tinha que ser confortável; 2) o sapato ia voltar destruído; 3) eu provavelmente ia dançar a noite inteira – já tinha ouvido relatos de amigos que foram: é verdade!!!
Minha escolha foi raciocinada e ao mesmo tempo intuitiva: optei por um sneaker, o sapato mais adorado e odiado na internet nos últimos meses (talvez com exceção dos creepers)… e, honestamente, foi minha MELHOR escolha! Além de eu ganhar uns bons centímetros (é importante), não tive que lidar com poças no chão ou o desconforto de ter pulado a noite toda sobre um sapato que me machucasse. Escolhi porque achei adequado, porque ficou bonito com o que eu estava usando (e porque eu realmente gosto do pobre sapato).
E ó: uma das amigas tava com um sapato igualzinho, sem tirar nem por (e combinando super com o look dela, que também priorizou o conforto). Situação estranha, a de encontrar alguém com um sapato/bolsa/roupa igual ao seu? Nenhum pouco!!! O comentário foi: “mas é muito confortável mesmo, né?”. Outra amiga, que estava junto, disse que não suportava sneakers – eu acredito, ela pegou essa “modinha” dos sneakers beeem no comecinho, quando estava morando em Nova York. Mas esse não é um post pra falar de sapatos, e sim sobre escolhas.
O fato é que quando comprei meu sneaker, há uns 6 meses, achei lindo! Adorei a forma como eu podia usar ele com tudo (e ah, como eu usei!), como ele me fazia ficar mais alta, como era confortável… #amoreterno #amorverdadeiro Então acho que posso dizer que foi uma escolha consciente e uma compra que me fez muito feliz.

Confesso que ver as lojas povoadas de todas as variações de cores, formatos e acabamentos para os sneakers AGORA ta me dando um pouco de entojo: PRA QUÊ torcer uma “tendência” até sair a última gota dela? Isso é o tipo de comportamento que faz as pessoas enjoarem das coisas… e infelizmente, com os sneakers, não vai ser diferente (apesar do meu amor por ele, não aguento mais dar de cara com os primos dele todos os dias, em suas versões rosa choque, verde limão e metalizados).
Quando foi que a moda deixou de ser possibilidade pra virar padronização? Não sei e não quero saber: A gente vê, sim, muita padronização por aí, mas fico feliz de ver que a moda no Rio de Janeiro tem andado mais interessante do que nunca. Looks do dia enlatados e padronizados a gente tem aos montes (até no nosso próprio Rio de Janeiro), mas tenho percebido uma maior liberdade e criatividade das pessoas na hora de sair de casa.
Aliás, preciso contar pra vocês: ao invés de looks montadinhos e arrumadinhos, consegui identificar na galera do Baile uma liberdade tão grande na hora de se vestir… adorei! Cada maquiagem, cada cabelo… é tão diferente do “padrão” que a gente tá acostumado. E diferente é bom. Diferente é muito bom. Ainda que você eleja um “item” que virou modinha, a forma como você usa passa uma mensagem diferente, e isso torna cada escolha especial e única.